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Eu gritei alto, foi libertador!!! – Relato de Amanda Lima

Confira o relato de parto de Amanda Lima, paciente do Dr. Alvaro Silveira Neto, do Grupo Nascer.

Dia 12 de outubro era feriado, eu estava com 38 semanas e 4 dias de gestação. Nós passamos o dia com a família, fiz almoço na casa da minha sogra e à tarde fomos pra casa da minha mãe. Certo momento fui ao banheiro e vi que tinha uma secreção… desconfiei que fosse meu tampão, mas não falei nada para ninguém. Ali continuamos brincando de Imagem & Ação!

Quando cheguei em casa fui tomar banho, meu marido queria assistir a um filme mas eu estava muito cansada e preferi apenas ficar ao lado dele no sofá. Foi então que comecei a ter muitas contrações.

Eu sempre tinha contrações de treinamento, mas essas eram diferentes. Estavam doendo de verdade, mais do que eu já havia sentido. Era a tal dor que todo mundo falava,  que vinha da lombar até a parte da frente, como uma forte cólica.

 

Chegaram as famosas contrações

Isso era umas 20h30. Achei que não era nada, que ia passar logo. No banheiro, percebi um pouco de sangue. Resolvi ir para a cama e, depois que deitei, as dores ficaram muito mais fortes! Fiquei contando contrações, eram 3 ou 4 a cada 15 minutos. Meu marido começou a ficar preocupado. Mas, entre uma contração e outra eu falava: “ah, não deve ser nada”! Mas, quando elas vinham, eu só pensava: “preciso avisar a Katya, minha doula”!

Meia noite as dores começaram a ficar terríveis, mas ainda conseguia até dar uma olhadinha no Facebook entre as contrações. Começamos a juntar  nossas malas, tive dor de barriga, entrei no chuveiro duas vezes na tentativa de aliviar as dores, mas nada resolvia. Às 2 da manhã liguei para a Katya e avisei que estava com contrações bem regulares. Ela pediu para eu acompanhar as próximas. Às 3h25 eu estava com contrações de 1 minuto a cada 3 minutos. Pronto! Eu precisava fazer algo pois a dor a essa altura já era muito forte!

Decidimos nos encontrar na maternidade. Meu marido pegou todas as malas, me ajudou a ir pro carro, disse que estava feliz. Eu também estava! Mas, morrendo de dor! Quando chegamos fui logo fazer o exame de toque com o plantonista e…7cm de dilatação! Às 5h fui imediatamente internada.

 

Estava na hora mesmo!

Após dar entrada na maternidade, eu e a Katya fomos para a suíte de parto, que era nossa opção por ter um conforto maior. Porém, nos informam que a suíte estava em manutenção e a banheira com defeito… mesmo assim decidi ficar lá, porque a bebê ficaria o tempo todo comigo!

Subindo as rampas eu falei para a Katya: “Eu penso que se minha mãe conseguiu, minha vó conseguiu, eu também vou conseguir e isso tá me ajudando”. Logo depois vinha outra contração e eu falava “ai… será mesmo que vou dar conta?”.

Às 5h20, já na suíte, eu lembro das músicas que fiquei escolhendo durante 9 meses pra tocar naquele momento e decidi que não queria ouvir nada, queria apenas o silêncio. Logo depois fui ao banheiro e tinha sangue. Peço para ficar sozinha… ahhhh e como foi confortável ficar sentada no vaso!

Às 5h50 a dor era muuuito forte. Nessa hora, meu médico, Dr. Álvaro Silveira, chega. Meu marido estava o tempo todo ao meu lado e toda vez que olhava pra ele pedia pra ele tirar o tênis, isso me incomodava muito! Até que ele viu que eu estava ficando nervosa e tirou! Hehehehe

 

 

Eu usei mto a bola de pilates, sentada nela eu me apoiava na barra e a dor era mais suportável. Em nenhum momento eu gritei de dor, me concentrei muito, muito na respiração e pensava que ia passar. Depois de uma contração muito forte, a Katya perguntou se senti algo diferente e eu disse que senti pressão em tudo. Realmente a pressão no ânus é enorme, por isso todo mundo fala da vontade de fazer cocô hehehe. Tento ficar de quatro em cima da cama, mas não era muito confortável para mim. Às 7h10 começo a chorar e abraço a Katya: será que eu vou conseguir?

Às vezes batia um desespero. Às 8h00 meu médico fez o primeiro exame de toque, estava com 8cm e a bebê desceu. O toque pra mim não doeu nada, Dr. Alvaro foi super querido. Às 8h30 decido ir paro chuveiro. As dores não diminuíram, mas consegui me concentrar mais. Quando vinha a contração eu ficava de cócoras e respirava fundo.

Às 9h acabou a água quente do chuveiro e, com a banheira com defeito, fiquem sem a água quente para aliviar o desconforto. Até que chegou o meu limite: não aguento mais! Não quero mais fazer nada! Só quero que ela saia logo!Ainda estava com 9cm de dilatação até que, em pé na barra, vem uma contração e eu fico de cócoras. Nesse momento sinto como se uma bexiga tivesse estourado dentro de mim! Escorreu um monte de líquido: a bolsa!

Meu médico chegou e ficou perguntando se eu tinha certeza e eu falo irritada “tá escorrendo aqui não tá vendo?” Hehehe Ele responde: “calma querida”. Falo que quero sentar, meu marido fala pra eu sentar no chão e encostar nele, mas fica horrível. Eles arrumam a cama com uma barra de ferro pra me ajudar. Às 10h15 sinto vontade de fazer força. Quando vinha a vontade eu me segurava na barra e ficava de cócoras. A força que fazemos é surreal!!! Hoje eu falo que conseguiria erguer uma pessoa de 200kg naquela hora!

A dor da contração passou totalmente, só conseguia sentir minha filha cada vez mais perto.

Meu marido estava ao meu lado me abanando e a Katya do outro secando meu suor. A sala estava superquente pra Eleonora chegar num ambiente gostoso. A luz também era mínima.

Eu estava exausta, mas não parei de fazer força, sentia ela cada vez mais perto, meu médico sempre me apoiando, dizendo que estava indo bem. Até então não tinha gritado, mas na hora que a cabeça saiu era impossível não gritar. Simplesmente saiu! Eu gritei alto, foi libertador!!!

Às 10h52 Eleonora nasceu!!! Eu e meu marido pegamos nossa pequena juntos! Toda escorregadia ela veio paro meu colo e eu disse: “oi filha, a gente conseguiu meu amor!”.

Meu marido chorando muito, me beija. Esperamos o cordão parar de pulsar. Marido tenta cortar, mas o médico tem que ajudar. A placenta demora alguns minutos pra sair, sinto contrações e vontade de fazer força, só depois que ela sai é que o parto realmente termina, dá um alívio enorme! Não precisei levar pontos, só tive um pouco de laceração. A Eleonora só saiu depois pra ser pesada e logo já voltou pra mim pra ser amamentada.

A exaustão desapareceu,  fiquei super agitada, adrenalina lá em cima! Às 13h15 tomo banho e vou para o quarto com minha pequena família, que agora está completa!

 

Grupo Nascer

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