Cordão umbilical enrolado no pescoço: e agora?

Feto com cordão umbilical enrolado no pescoço, ou “circular de cordão”, como é chamado pelos médicos, é mais comum do que se imagina e não justifica a indicação para uma cesárea.

Você chega ao exame de ultrassonografia para ver seu bebê e, de repente, o alerta: o cordão umbilical está enrolado no pescoço! E não é só uma volta não… são duas, três, no pescoço e em diversas partes do corpo. Pronto. A alegria se transformou em pânico e, a notícia, motivo de preocupação. Mas, calma. O que parece ser perigoso, na verdade, não é.

 

Por que o cordão se enrola?

O cordão umbilical é o responsável pelas trocas de gases e nutrientes entre mãe e filho. Espesso e geralmente composto por três vasos, ele mede em torno de 50-60 cm ao nascimento. A circular de cordão acontece devido à movimentação fetal intra-uterina.  Lá dentro, o feto nada no líquido amniótico, brinca com o cordão, enrola-se e desenrola-se diversas vezes.

“As circulares cervicais são encontradas em a 20-40% dos bebês e raramente estão associadas ao aumento da morbimortalidade perinatal. Lembrando também que a ultrassonografia tem uma baixa acurácia para predizer circulares ao nascimento, pois com a constante movimentação fetal, uma circular vista hoje pode ser desfeita até o nascimento e vice-versa”, orienta a Dra. Camile Motta, obstetra e integrante do Grupo Nascer, de Curitiba.

 

Quando o cordão umbilical é motivo de preocupação

Cordão comprido: quando o cordão é muito comprido é possível que se façam nós e esses, quando muito apertados, podem comprometer a circulação de sangue para o bebê.

Quando há alterações da frequência cardíaca fetal: essa condição pode estar associada à circular apertada, ao cordão curto ou à compressão do cordão contra o útero ou partes fetais – mais comum quando há pouco líquido amniótico, em casos de oligodramnio ou bolsa rota.

 

Lembre-se: a ideia de que o cordão umbilical enrolado no pescoço pode sufocar o bebê é um grande mito. Dentro da barriga o bebê não respira pelo nariz e o ar não passa pelo pescoço. O pulmão é o último órgão a se desenvolver e só começa realmente a funcionar após o nascimento, quando o bebê entra em contato com o ar.

 

Parto normal? Sim!

Segundo a Dra. Camile Motta, “no acompanhamento do trabalho de parto é realizada ausculta cardíaca fetal antes, durante e após as contrações, assim é possível detectar precocemente alterações da frequência cardíaca fetal não tranquilizadora e suspeitar de alterações do cordão. O que irá definir a via de parto é a vitalidade do feto e da mãe, e não a informação da presença de circular cervical de cordão”.

Ainda é importante dizer que a circular frouxa de cordão não precisa ser desfeita durante o nascimento. Já, nas justas, o cordão umbilical pode ser desenrolado pelo obstetra após a passagem da cabeça do bebê, sem que haja riscos para mãe e para a criança, e seguir com o clampeamento tardio do cordão.

 

Você ainda têm dúvidas? Entre em contato com o Grupo Nascer.

 

Grupo Nascer

 

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